Saiba como se aposentar MELHOR

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Devo aumentar o valor das minhas contribuições para ter uma aposentadoria melhor, ou vou jogar dinheiro fora? Ou, ainda, posso parar de pagar o INSS e esperar para me aposentar no futuro?

Será que é interessante aposentar agora, ou é melhor aguardar? Se esperar, qual será o valor do benefício no futuro? Quanto deixarei de receber, até chegar o momento certo? Será que vale a pena essa espera?

Quais situações podem fazer com que o cálculo fique mais vantajoso?

Essas e outras perguntas têm se tornado cada vez mais corriqueiras, principalmente em razão da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Ressalta-se que as mudanças, em geral, além de dificultarem as aposentadorias, também farão com que os benefícios sejam bem menores.

Nesse ínterim, será que dá para escapar dessas terríveis novas regras? Ou será que elas não são tão ruins assim?

A verdade é que para a maioria, a REFORMA da PREVIDÊNCIA vai, de fato, piorar. No entanto, alguns poucos podem levar vantagem.

Contudo, é preciso fazer os cálculos para descobrir se e quando é melhor aposentar.

Há situações que dá para aumentar o tempo trabalhado, mesmo não havendo contribuição para o INSS. Ao majorar o período, o cidadão pode se livrar de um cálculo maléfico.

Um exemplo refere-se a períodos trabalhados sem registro em Carteira. O empregado apenas precisa demonstrar que trabalhou, uma vez que a responsabilidade tributária era do empregador.

Outro exemplo, refere-se ao trabalho na zona rural, que, em regra, dispensa contribuição. Basta provar que laborou na roça. Mas atenção: só testemunha não pode. Precisa de algum documento que comprove isso. Pode ser de terceiros (esposa, filhos, pais, etc). Se o marido foi registrado no sítio, a Carteira dele vale para a esposa e filhos. Se os filhos estudaram na zona rural ou foram dispensados do tiro de guerra, tal documento também vale. Enfim, há uma infinidade de documentos que podem ajudar. O ideal é conversar com um especialista, que irá orientar quais papéis servirão para o caso concreto.

Também, dá para aumentar o tempo através da atividade insalubre. Quem trabalhou com agentes nocivos químicos, físicos ou biológicos, também consegue uma situação mais favorável. Pode ser que com apenas 15, 20 ou 25 anos de serviço, o segurado consiga a aposentadoria (inclusive de forma integral e sem fator previdenciário). Outras vezes, pode haver uma redução no tempo total, quando o trabalho não foi todo insalubre. Porém, nem sempre a Carteira de Trabalho ajuda. Há casos em que será preciso algum tipo de documento ou prova. Dependerá da época e do serviço prestado, fato este que poderá ser analisado caso a caso.

Quem foi autônomo e deixou de contribuir para Previdência, poderá indenizar o INSS e fugir das modificações. Porém, precisa saber se o que vai ser pago compensa. Ressalta-se que a Previdência Social às vezes cobra multas e juros, que a Justiça costuma entender como indevidos. Nessa hora, a ajuda de um advogado experiente pode fazer com que o recolhimento dos atrasados reduza drasticamente e gere uma economia significativa para o contribuinte.

Enfim, para ter uma aposentadoria melhor, não adianta correr. É preciso ter calma e tomar a decisão certa. Afinal de contas, a aposentadoria será para o resto da vida do trabalhador (ou, para além dela, quando se transforma em pensão por morte em favor dos dependentes). E com os cálculos prontos, essa escolha ficará menos difícil. Para isso, o ideal é procurar a ajuda de um especialista da área, para fazer o seu Planejamento Previdenciário.

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