Dor Ciática

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Dr. Eduardo Maniglia da Clínica ECCO, Fisioterapeuta e Osteopata e Monitor da Escuela de Ostepatia de Madrid, que exige do profissional 5 anos de dedicação para formação completa, tem como foco de trabalho o diagnóstico e tratamento das causas de dores na coluna, englobando conhecimentos, recursos e técnicas referenciadas nos mais sofisticados centros europeus e norte-americanos de tratamento da coluna vertebral. Sua ampla experiência possibilita que seu tratamento tenha resultados rápidos e eficazes.

A dor lombar é o que causa maior procura pelo tratamento osteopático. Quando vem acompanhada de irradiação para o membro inferior, no trajeto do nervo ciático, a primeira suspeita, que pode vir inclusive do próprio paciente, é de hérnia de disco na coluna lombar. Mas não são apenas as hérnias de disco que podem gerar dor no trajeto do nervo ciático. Alguns músculos, vísceras e ligamentos podem também gerar sintomas nesta região.

A dor ciática, ou ciatalgia, é a dor verificada ao longo do trajecto do nervo ciático. Este é o nervo mais longo do corpo humano, estendendo-se desde a região lombar até à região do pé. Quando este nervo é comprimido/irritado pode provocar dor no seu trajeto (na parte detrás da perna e coxa), dormências, formigamentos e em casos mais graves alterações da força muscular.

A ciatalgia pode ocorrer através de um quadro de dor irradiada ou referida. A diferença entre as duas é simples: a dor irradiada é fiel ao nervo e ao trajeto que o mesmo percorre no corpo, enquanto a dor referida se dá no trajeto do nervo, mas é consequência do mau funcionamento de uma estrutura distante. Nesse caso, poderíamos citar músculos, ligamentos e vísceras como exemplos.

Normalmente exames como a radiografia não mostram nada de particular ou evidencia apenas, em alguns casos, uma diminuição da altura do disco intervertebral em causa. O diagnóstico é, habitualmente, confirmado por uma ressonância magnética, que evidencia a migração do disco, com protrusão para o exterior. A eletromiografia pode confirmar a lesão da raiz nervosa.

O uso de analgésicos e anti-inflamatórios não deve ser prolongado além da fase aguda.

A Osteopatia trata as causas e não as consequências. Como tal, considera o paciente na sua globalidade. O local da origem da dor geralmente não é o local a ser tratado, sendo necessário descobrir as cadeias lesionais, avaliar todo o corpo e escolher entre as várias técnicas usadas em Osteopatia, aquelas que convêm ao tipo de disfunção e ao paciente, ela ainda realizará testes que verificarão a mobilidade das estruturas que podem estar relacionadas à queixa do paciente. Ela irá observar se há alteração na mobilidade da víscera, se há alteração no sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático) e se existem outras alterações ao nível da fáscia, da coluna vertebral e do crânio que se relacionem ao caso.

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