Cuidado com a Diabetes

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A incidência crescente do Diabetes Mellitus tipo 2 constitui-se em uma das principais ameaças à saúde humana. Acredita-se que mudanças pronunciadas no meio ambiente e no comportamento humano justifiquem esse fenômeno e estima-se que no ano 2010 haja cerca de 221 milhões de pessoas diagnosticadas em todo o mundo.

As altas concentrações plasmáticas de glicose, características do diabetes, conduzem ao desenvolvimento de degenerações crônicas como cardiopatia, nefropatia, retinopatia e neuropatia. Como consequência, essa doença é considerada a principal causa de cegueira, insuficiência renal, neuropatias debilitantes e doenças cardiovasculares em países desenvolvidos.

Uma complicação metabólica aguda do diabetes, caracterizada por hiperglicemia. O não reconhecimento desta condição causa progressiva deterioração metabólica, podendo originar graves sequelas. Quando há defeito na secreção de insulina, total ou parcial, estimula a liberação de hormônios contra insulínicos como glucagon, cortisol, catecolaminas e hormônio do crescimento. Na síndrome coronariana aguda ocorre a oclusão do vaso sanguíneo, determinando um quadro clínico que se apresenta entre a angina instável, o infarto agudo do miocárdio e a morte súbita. Acontece um enfraquecimento focal da placa de ateroma, se rompe e depois a trombose. As placas instáveis, tipo mais frequente em indivíduos diabéticos, sofrem ruptura devido à menor espessura da capa fibrosa e maior quantidade de lipídeos.

A neuropatia diabética é uma complicação neurológica procedente do inadequado controle glicêmico, com lesão progressiva das fibras sensitivas, motoras e autonômicas. O acometimento da porção do sistema nervoso periférico (comum nos pés) e as manifestações relacionadas aos sistemas (geniturinário, gastrointestinal, sudoral, cardiovascular). O processo de lesão microvascular endoneural está associado à entrada excessiva de glicose nas células dos tecidos neuronal e endotelial, cujo transporte para o meio intracelular independe da insulina.

A nefropatia diabética ocorre com gênese e progressão associada à hiperglicemia e à predisposição genética. Trata-se de uma complicação crônica microvascular que compromete a função renal, especificamente os glomérulos renais, por aumento da membrana basal glomerular, espessamento da membrana basal tubular e esclerose mesangial difusa. Estas alterações fisiológicas conduzem a insuficiência renal crônica.

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