Autismo: Como podemos contribuir para o desenvolvimento dessas crianças?

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Terapeuta Ocupacional CREFITO 3/ 8638- TO formada pela Faculdade Salesiana de Lins, proprietária da Clínica Stimulus Sense. Formação em Integração Sensorial e Reabilitação cognitiva. Especialização em Terapia Ocupacional Dinâmica Uma visão dinâmica aplicada à neurologia – Centro Universitário Salesiano Auxilium de Lins (2007), Reabilitação dos Membros Superiores e Terapia da Mão- CEUCLAR (2010), Terapia Ocupacional Pediátrica- AVM Faculdades Integradas (2016).

Atualmente, estamos cada vez mais encontrando pessoas falando sobre o autismo. Estamos nos deparando com uma ampla divulgação na mídia, e a cada dia, temos o conhecimento de que crianças próximas a nós, foram diagnosticada com autismo. Mas, por que isso vem acontecendo?

Há cem anos, nada se sabia sobre o autismo, contudo, estamos vivendo em uma fase de pesquisas e descobertas na área da infância e da adolescência. A especialização da área médica vem contribuindo muito para esses estudos, o que sem dúvida favorece o desenvolvimento dessa população, além de proporcionar possibilidades de tratamentos e intervenções.

O Centro de Controle de Doenças (CCD) dos EUA, divulgou recentemente uma estatística de que 1 a cada 59 crianças, possui autismo nos EUA, sendo a sua maioria, meninos.

Diante desse número, nos perguntamos, por que tantas crianças apresentam o quadro de Autismo?

Foi divulgado na mídia, que o autismo estava associado à vacinação, mito esse que gerou desgaste na saúde básica, ocasionando a possibilidade do aparecimento de doenças que até então, estão praticamente erradicadas. Ainda não se pode afirmar as causas do autismo, porém o CCD indica a relação com a gravidez de pais acima de 30 anos, doenças maternas na gestação, mutações genéticas, prematuridade, além de fatores ambientais, que ainda estão em estudo, podem ocasionar o transtorno.

Cientistas e pesquisadores da área, estão cada vez mais convencidos de que o autismo está relacionado ao funcionamento inadequado de determinadas áreas do cérebro.

Como podemos identificar os sinais do autismo em uma criança?
– apresentam pouco ou nenhum contato visual;
– indiferença ao meio ambiente e as pessoas;
– atraso na aquisição da fala e da linguagem;
– alterações comportamentais;
– dificuldades quanto à interação social;
– não utiliza o brinquedo de maneira adequada;
– apresenta movimentos repetitivos;
– possuem alterações sensoriais;
– interesse restrito por objetos e alimentos.

Essas são algumas das características que pais, professores, terapeutas e médicos devem estar atentos com relação ao desenvolvimento da criança.

Essas crianças possuem potencial de aprendizagem?
Quanto antes identificarmos essas características nas crianças e quanto antes a estimulação, melhor o prognóstico.

Vários profissionais e técnicas fazem parte dessa rede de apoio de intervenção de crianças com autismo e seus familiares. Terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, musicoterapeutas, pediatras, psiquiatras e neurologistas, podem contribuir e muito para a melhora do quadro. A intervenção precoce é primordial para a aquisição das habilidades, tanto do processo de ensino/aprendizagem como sociais.

O que é importante ressaltar, é que independente do autismo, cada criança é única, tem sua forma de aprender, sua personalidade , precisa de rotinas, regras, limites e precisa brincar.

Precisamos, enquanto sociedade, ter clareza das alterações comportamentais e sensoriais das crianças com autismo, pois tais fatores são gatilhos para dificultar a convivência delas em ambientes diversos como escolas, parques, shoppings, cinemas, teatros, entre outros.

Pensando nisso, é muito válido que essas crianças sejam preparadas pelos profissionais, em especial, pelo terapeuta ocupacional, para estarem inseridos nesses contextos. Os atendimentos além da clinica, são muito ricos, pois esse tipo de intervenção favorece não apenas a vivência do paciente como também possibilita a convivência com a sociedade, que precisa cada vez mais estar receptiva às diversidades.