Algumas razões para visitar o dentista durante a gravidez

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O Ministério da Saúde recomenda que a gestante marque consultas com o dentista logo no pré-natal, pois problemas na dentição e na gengiva são comuns na gravidez e podem trazer prejuízos para a mãe e o bebê.

O corpo da gestante passa por uma série de mudanças físicas, metabólicas e hormonais. Todas elas ajudam a preparar o organismo para o desenvolvimento do bebê e influenciam diretamente na saúde bucal da mãe: na saliva, mucosa, aumento da acidez bucal, incidência de cárie e problemas gengivais. Com isso, surgem muitas dúvidas, entre elas:

Dizem que, na gravidez, os dentes “estragam” com mais facilidade. Isso é verdade?
É natural principalmente no primeiro trimestre, quando o corpo está na fase de adaptação à gravidez que apareçam alguns incômodos gástricos leves, como refluxo, azia e ânsia de vômito, o conteúdo do estômago volta para a boca e deixa o pH da região mais ácido, o que afeta os dentes, neste caso recomenda-se bochechos com água e escovação após 15 minutos.

A ação hormonal também é capaz de reduzir o pH da saliva, ou seja, deixá-la mais ácida. Tal mudança pode prejudicar o esmalte dos dentes e estimula o aparecimento de cáries.

Atenção: a cárie só aparecerá se tiver limpeza inadequada permanecendo a “Placa Bacteriana” (película de restos alimentares e bactérias que gruda no dente). A melhor forma de cuidar do problema é caprichar na higienização, escovando os dentes depois das refeições e usando fio dental, além de evitar o consumo exagerado de doces.

E quanto à gengiva? Ela se inflama com mais facilidade?
Com a maior produção de hormônios estrogênio e progesterona pela placenta na gestação, há modificações vasculares que facilitam o ataque das bactérias, provocando vermelhidão, inchaço e sangramento na gengiva, o que poderá aumentar o risco de inflamações na gengiva, chamada gengivite, porém a gravidez não causa inflamação na gengiva. Só afetara áreas já inflamadas e, não, a gengiva sadia. Repetindo: é a presença da placa bacteriana que causa a gengivite e a cárie dentária. Caso esta condição seja detectada, existem tratamentos, que envolvem a raspagem da placa bacteriana.

A gestante pode receber tratamento odontológico e anestesia local?
O tratamento odontológico pode ser realizado em qualquer período gestacional, embora o segundo trimestre (entre o quarto e sexto mês) seja o momento mais oportuno, porque é nessa fase, mãe e bebê encontram-se num período de maior estabilidade. A anestesia pode ser realizada desde que o dentista conheça o efeito dos anestésicos e as alterações que ocorrem durante a gravidez, existem anestésicos apropriados para esses casos.

A gestante pode ser radiografada pelo dentista?
Pode. No primeiro trimestre (período da embriogênese), as radiografias devem ser evitadas. No caso de tomadas radiográficas serem imprescindíveis, usar o colete protetor de chumbo e ter o máximo de cautela.

Como a gestante pode prevenir problemas de cáries para o futuro bebê?
O aconselhamento às gestantes é importante, pois a saúde oral da grávida serve de parâmetro para determinar o risco de cárie do futuro bebê e também as mães aprendem sobre a importância de hábitos, alimentação saudável desde o início da gravidez e como fazer a higiene bucal do bebê corretamente. Também, que o aleitamento materno é o primeiro aparelho dental, porque o ato de sugar ajuda no desenvolvimento da mandíbula, melhora a respiração pelo nariz entre outros benefícios e outras orientações.

Busque informações com um cirurgião-dentista apto ao tratamento de gestantes e bebês.

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